Wireframe: Veja como o mercado está investindo nele!

Antes de abordar o conceito e a aplicação do wireframe, vamos entender um pouco sobre UX Design. A sigla UX, que significa User Experience, está relacionada à experiência do usuário ao interagir com um produto ou serviço, o que pode aumentar a fidelidade e a satisfação do cliente em relação a uma empresa. É justamente por ser cada vez mais importante essa interação que profissionais são designados para desenvolver formas de melhorar essa experiência, sempre que possível. 

Dentro do UX Design há vários processos, e um deles é o desenvolvimento de um wireframe. Originalmente, wireframe era uma representação visual de objetos tridimensionais; atualmente, o termo se refere à modelagem 3D de animações, mas também ao desenvolvimento de páginas da internet e de aplicativos. Ele pode ser criado simplesmente no papel, em HTML/CSS ou usando softwares próprios para isso. Acompanhe nosso post para entender melhor esse termo e saber como ele pode ser importante para o sucesso do seu negócio!

O que é um Wireframe

É um rascunho de telas de produtos digitais, como sites e aplicativos. Seu objetivo é validar ideias; assim, por ser simples, não conta com cores, fontes, ícones e imagens, sendo um esboço bastante primário. Através dele, é possível indicar o aspecto final de uma interface, alocando os elementos da forma mais organizada e conveniente, de acordo com as perspectivas da empresa e as necessidades dos usuários. 

Seus principais objetivos são auxiliar o UX Designer na diagramação e implementação da identidade visual da marca e alinhar a expectativa do cliente em relação ao projeto criado e aquilo que o usuário quer ou precisa. A elaboração de um wireframe também busca indicar os conteúdos que estarão presentes, como se dará a visualização da interface e onde se posicionarão as informações e o conteúdo nesse layout

O que deve estar incluso em um wireframe

Não existe uma receita de bolo universal que se aplique para todos os negócios, pois um wireframe vai depender do nível de detalhes, das necessidades do cliente e dos usuários, do objetivo da página, entre outras variáveis. 

Porém, alguns elementos básicos estarão presentes na grande maioria dos projetos desenvolvidos. São eles cabeçalho, rodapé, barra lateral (menu), área de conteúdo, gráficos, campo de pesquisa, widgets, etc.  

E depois da elaboração do wireframe?

Normalmente, são realizados os modelos ou mockups, que antecedem os protótipos. Os mockups são versões mais detalhadas do produto final, contando com mais elementos visuais. Nesta etapa, são analisadas algumas questões relativas à experiência do usuário, como a preferência pela estrutura de conteúdo, o layout, a tipografia e a paleta de cores. Os mockups podem ser criados em programas como Figma, Adobe XD ou Sketch e desenhados no PhotoShop, Illustrator, entre outros. 

Já os protótipos são a última etapa, antes do desenvolvimento e lançamento do produto final. Sua função é simular as principais interações do usuário com o produto ou serviço e testar o conteúdo junto dessas interações. Eles ainda não contêm todas as informações do produto final, mas permitem a utilização do produto pela interface e pelas interações do usuário. 

Os protótipos são a primeira interação do usuário com o produto ou serviço, oferecendo um feedback sobre a usabilidade com resultados e informações úteis para o aperfeiçoamento da interface. Através deles, o UX Designer consegue ajustar pontos carentes de revisão, corrigir erros detectados e otimizar a parte visual com base no feedback fornecido. 

Por que o mercado está investindo em wireframes?

Devido a sua utilidade para demonstrar informações e elementos de forma simples e prática, o UX Designer, através dele, consegue entender quais tipos de conteúdo devem constar na interface, onde eles devem estar posicionados, qual a melhor forma de expor textos, imagens e calls-to-action, tendo como base o objetivo final do projeto. Por isso, a utilização do wireframe garante que o site ou aplicativo seja criado de acordo com o objetivo inicial da empresa. 

Dessa forma, é possível desenvolver uma interface mais intuitiva e agradável aos olhos, garantindo uma melhor usabilidade, cumprindo a proposta inicial do negócio e passando a mensagem designada de forma assertiva e direta. Ao oferecer um olhar objetivo para os links, pontos de conversão, facilitar o uso e a navegação, fica mais fácil identificar falhas na estrutura e levar a uma maior fluidez no uso da página. 

Além disso, os wireframes também permitem considerar o crescimento do conteúdo: se o objetivo do site ou aplicativo é ser expandido futuramente, a página deve ser capaz de acomodar estes novos conteúdos, minimizando os impactos na arquitetura, na usabilidade e no design. 

Outro ponto bastante positivo dos wireframes é que eles permitem a realização de ajustes mais rapidamente por meio dos feedbacks; se estes fossem fornecidos em etapas seguintes do processo, talvez as correções se tornassem mais lentas ou custosas, gerando maior trabalho. 

Como criar um wireframe

  1. Busque referências e inspirações: através de projetos similares, é possível desenvolver a sua ideia. Plataformas como o Behance podem ser excelentes fontes de inspiração. Aqui, já é bom ter em mente o propósito final do site.
  2. Mapeie seu fluxo de usuários. Pense no caminho que o usuário deveria seguir antes de começar a produzir os wireframes: para isso, é importante ter o conceito e o objetivo bem definidos. Uma interface bem estruturada torna a página mais intuitiva e fluida, diminuindo o nível de frustração dos usuários e garantindo que eles permaneçam por mais tempo na página.
  3. Separe o conteúdo por blocos. Tendo o usuário final e o objetivo do negócio em mente, pense nas expectativas do usuário e no que ele espera encontrar na página; a posição do logo e da mensagem principal; qual a primeira coisa que o usuário visualiza ao acessar a página; onde posicionar a call-to-action, etc. Dessa forma, fica mais fácil separar o conteúdo da página em blocos, posicionando-os estrategicamente. 
  4. Preencha os detalhes e evite o excesso de ideias. Com o fluxo do usuário e das telas determinadas, o wireframe vai ganhando mais informações, preparando-se para virar um mockup. Apesar de possibilitar diferentes designs, o wireframe está mais vinculado à funcionalidade da interface do que à estética. É importante destacar que costuma-se utilizar apenas tons de cinza e deixar espaços em branco indicando a inserção de figuras, ignorando elementos visuais complexos. Os demais detalhes são acrescentados nas etapas seguintes. 
  5. Tenha o usuário em mente em todas as etapas do processo. É a sua experiência que está sendo construída; assim, considere suas necessidades e expectativas para a interface, tornando o wireframe mais funcional e bem organizado. Falando em organização, é importante que ele esteja posicionado de forma lógica, representando cada uma das seções do produto. Por isso, uma boa dica é numerar as páginas do wireframe, indicando a jornada e evitando confusões na navegação. 

Deu para entender alguns dos motivos pelos quais o uso de wireframes não deve ser ignorado? Além de ser um meio prático de enxergar o layout final de uma página ou aplicativo, ele evita atrasos no processo de desenvolvimento e facilita o alinhamento de ideias com o cliente, oferecendo uma percepção visual passível de ajustes. Em resumo, eles aumentam as chances de desenvolver um projeto bem-sucedido. 

Ao levar em consideração a experiência do usuário e contar com a ajuda de profissionais qualificados, os wireframes auxiliam na navegação e na usabilidade da sua página, o que pode, muitas vezes, definir se o processo de compra será finalizado ou não, impactando diretamente no seu negócio. 

Ficou com dúvidas? Tem curiosidade em montar um wireframe para a sua página? Entre em contato com a Poli Júnior! 

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